Quando o trabalho perde sentido: como recuperar o propósito operacional em 7 dias

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A maioria das empresas entrará em 2026 do mesmo jeito que terminou 2025.

Elas terão muitas iniciativas, pouca clareza e um time tentando “dar conta”. Não faltam ferramentas, processos ou reuniões, mas falta uma pergunta simples, e quase sempre ignorada:

Por que estamos fazendo isso?

O artigo “Why you must talk about the why”, de Max Mallet, traz uma provocação poderosa: líderes passam 90% do tempo falando sobre o que o time deve entregar e como deve ser feito. Mas dedicam quase zero energia ao “porquê”, a razão que conecta o trabalho ao impacto real.

E quando o “porquê” some, tudo vira igual, tarefas viram caixas para marcar, metas ficam genéricas, times perdem ritmo.

O problema não é planejamento. É sentido.

No nosso artigo “Planeje seu 2026 sem drama: foco, ritmo e impacto real”, destacamos três riscos comuns no fim de ano:

  • Excesso de iniciativas
  • Metas vagas
  • Times cansados e sem direção

Mas quando conectamos isso com o conceito do porquê, percebemos algo ainda mais profundo:

Times com baixa clareza de propósito operacional produzem mais ruído, mais retrabalho e menos impacto mesmo quando têm ferramentas, processos e tecnologia.

Ou seja: planejar sem propósito vira apenas mais trabalho.

Por que o “porquê” importa tanto em 2026?

Se 2023–2024 foram os anos da corrida pela IA, 2025–2026 serão os anos do uso estratégico da IA no negócio.

Não vence quem usa IA. Vence quem usa IA com clareza do problema, contexto e impacto esperado.

Sem o “porquê”:

  • Os prompts ficam genéricos.
  • Os processos continuam confusos.
  • Tarefas são automatizadas, mas as decisões seguem lentas.
  • O time sente que está “correndo em círculos”, só que agora mais rápido.

Com o “porquê”:

  • IA vira multiplicador do trabalho, e não para enfeitar processos.
  • Rotinas ficam mais leves e mais focadas.
  • O time sabe o que priorizar (e o que cortar).

A liderança entende onde realmente gerar avanço e onde está só “enchendo a agenda”.

Como líderes podem trazer o “porquê” para o dia a dia (sem discurso motivacional)

A transição é simples, mas exige disciplina.

1. Pare de delegar tarefas. Comece a delegar impacto.

Em vez de:

“Me entregue o relatório de riscos até sexta.”

Use:

“Precisamos entender os 3 riscos que podem travar o projeto X. O relatório é só uma forma de chegar lá.”

2. Explique o contexto antes da ação.

Antes de “fale com o fornecedor”, responda:

  • Por que isso importa?
  • Quem será impactado?
  • O que muda se isso atrasar?

3. Transforme metas em perguntas.

A IA ajuda muito quando tem perguntas claras.

Exemplo:

“Como reduzimos o tempo gasto com retrabalho em 20% até fevereiro?”

4. Crie rituais semanais de porquês explícitos.

Um minuto antes de cada reunião:

“Por que estamos aqui? Qual impacto esperamos nos próximos 40 minutos?”

Criamos um Checklist de 7 dias para transformar propósito em prática, uma semana para alinhar o seu time, reduzir ruído e ganhar velocidade em 2026.


Dia 1 – Coletar as 5 dores do time

Mensagem de 3 linhas + 10 minutos de conversa com cada área.

Não pergunte “o que vocês querem?”. Pergunte: “Por que isso atrasa vocês hoje?”

Dia 2 – Publicar 3 modelos simples

Três templates rápidos: e-mail, status e checklist.

Cada modelo deve ter um campo: POR QUÊ  em uma  1 frase.

Dia 3 – Escolher 3 metas com número e dono

Metas sem número não têm impacto.

Metas sem dono não têm porquê.

Dia 4 – Centralizar links e informações repetidas

Escolha um único lugar.

Quando tudo está disperso, o porquê se perde no caminho.

Dia 5 – Ativar um uso de IA leve

Pode ser em um resumo de reunião, leitura de PDF ou roteiro de projeto.

A regra é que a IA deve eliminar ruído, não criar uma nova camada de trabalho.

Dia 6 – Montar o placar de 5 números

Se sua área não sabe o que está medindo, não sabe o porquê do próprio esforço.

Dia 7 – Decidir Parar / Ajustar / Multiplicar

O que não faz mais sentido continuar?

O que funcionou, mas precisa de refinamento?

O que funcionou tão bem que vale ampliar?

Conclusão: 2026 será o ano do propósito operacional

As empresas que vão avançar não são apenas as que “usam IA”, mas as que constroem uma base clara, simples e repetível para que a IA realmente gere impacto.

O diferencial estará em quem combina propósito + rotina + IA leve, criando times que executam com clareza e ritmo toda semana.

Por isso, times com processos simples e centralização clara, como os que constroem na Asklisa, entram em 2026 com vantagem competitiva real. 

Por: Asklisa

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